Debates promovidos pela Itaipu na COP 24 demonstram a sustentabilidade da usina binacional

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Em dois eventos paralelos, promovidos pela empresa em parceria com a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) nesta quarta-feira (5), especialistas destacaram a importância das ações ambientais da hidrelétrica

A contribuição da usina de Itaipu para a conservação da biodiversidade e dos recursos hídricos na região de fronteira entre o Brasil e o Paraguai, bem como o papel da hidroeletricidade na geração de energia limpa e renovável para os dois países foram a tônica de dois eventos paralelos promovidos pela binacional nesta quarta-feira (5) durante a Conferência sobre Mudanças Climáticas (COP 24), em Katowice, Polônia.

“Estamos em um momento verdadeiramente decisivo, em que podemos fazer as mudanças necessárias para nos tornarmos uma sociedade com sustentabilidade. Está cada vez mais claro que a ação climática e o desenvolvimento sustentável são duas faces da mesma moeda”, afirmou Patricia Spinosa, secretária executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês). Ela destacou a importância da parceria celebrada entre a Itaipu e o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (Undesa) para o compartilhamento de boas práticas na gestão da água e energia, com o objetivo de fazer avançar a Agenda 2030 da ONU.

Patricia participou do evento “Soluções Sustentáveis em Água e Energia”, que também contou com a participação do subsecretário-geral para a Undesa, Liu Zhenmin; dos diretores financeiros da Itaipu, Monica Perez dos Santos (Paraguai) e Mario Antonio Cecato (Brasil); e da representante do Ministério de Transição Ecológica da Espanha, Teresa Solana Méndez de Vigo.

Já a conexão entre a manutenção de áreas protegidas em torno do reservatório e a quantidade e qualidade de água foi a temática do evento “Incentivo à biodiversidade e à infraestrutura verde baseada em serviços ecossistêmicos para a mitigação e adaptação à mudança climática”. O painel teve a participação da diretora executiva do Instituto Life, Maria Alice Alexandre; do diretor geral do Instituto Privado para a Mudança Climática, Alex Guerra Noriega; da presidente do Instituto Nacional de Florestas do Paraguai, Cristina Goralewski; do gerente do Departamento de Proteção Ambiental da Itaipu Paraguai, Jimmy Carlos Melgarejo Sosa; e do gerente da Divisão de Apoio Operacional da Itaipu Brasil, Haroldo Virgílio.

Conforme sustentaram os participantes do encontro, com mais de 100 mil hectares de áreas protegidas ao redor de seu reservatório, a Itaipu comprova que um ecossistema bem preservado presta serviços à economia local, fornecendo condições para o crescimento econômico com inclusão social, dentro do que prega o conceito de bioeconomia.

“Água é matéria-prima para a geração de energia na Itaipu e seu manejo correto é essencial para a empresa manter sua relevância como um fornecedor confiável de eletricidade em grande quantidade para o Brasil e o Paraguai”, afirmou Mario Cecato. “Para garantir a segurança hídrica, a geração de energia e o manejo integrado de bacias hidrográficas, são realizadas ações voltadas ao desenvolvimento sustentável nas duas margens com o mesmo nível de importância e tendo as metas da Agenda 2030 como referência”.

“Hoje, podemos dizer que a Itaipu é um exemplo de como dois países uniram forças para gerar desenvolvimento sustentável, com base em aspectos econômicos, sociais e ambientais. Trabalhando juntos e compartilhando nossos programas e projetos, estamos levando nossos programas e projetos para além de nossas fronteiras”, completou Monica dos Santos.

Foto: Itaipu Binacional




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