Coceiras… probleminha ou problemão?

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A sensação desagradável que causa o desejo de coçar, de lamber, de morder ou de arranhar a própria pele e que os cães e gatos eventualmente apresentam deixa seus tutores muito preocupados, e com razão. Ver um animal coçando-se constantemente é algo que nos deixa incomodados. Por que eles se coçam? As coceiras são sinais provocados por várias doenças, mas os problemas relacionados com quadros alérgicos são de longe os mais frequentes.

Em humanos é comum ver pessoas espirrando ou apresentando problemas respiratórios relacionados com alergias. Nos cães e gatos, as alergias geralmente provocam coceira e comumente têm origem genética. Os primeiros sinais desta doença chegam dos seis meses aos sete anos de idade, sendo que cerca de 70% dos cães desenvolvem o problema entre um e três anos de idade.

Os estimuladores das alergias são chamados alérgenos e podem ter várias origens, como alimentos e proteínas alimentares de espécies animais distintas, bolores, polens, gramíneas, penas, poeira doméstica, pêlos de outros animais, ácaros como carrapatos, insetos como pulgas, pernilongos, perfumes, entre outros.

Muitas pesquisas são realizadas e produtos estão sendo estudados para combater este problema. Acredita-se que os cães geneticamente predispostos absorvem por via percutânea, inalam ou ingerem diversos alérgenos e em seguida desenvolvem reações de hipersensibilidade, ou seja, uma resposta imunológica exagerada do corpo a algo que para os demais animais seria normal, dando início às coceiras.

Neste momento o ato de se coçar se torna um problema, pois o animal passa a se automutilar levando ao aparecimento de feridas e infecções na pele. Desta forma de nada adianta tratar as feridas se não houver um diagnóstico correto quanto à origem das coceiras.

É essencial que o animal que se coça tenha um diagnóstico correto, pois há tratamentos modernos que, quando utilizados corretamente, devolvem a paz àquele animal que há muito não sabe o que é ficar um dia sem se coçar.




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